Coreógrafa, intérprete e diretora de movimento para teatro e cinema, Alice nasceu no Rio de Janeiro.

Aos 21 anos, estudando para se tornar psicanalista, tomou um caminho desviante para começar a pesquisar dança, pois se sentia muito curiosa sobre as possibilidades dos corpos e sobre pesquisa de movimento. Alice se formou na Escola e Faculdade Angel Vianna, e começou a trabalhar como coreógrafa.

Dirigiu muitos espetáculos, dançou em alguns - principalmente os seus, e também trabalhou com atores e artista de circo. Atualmente seu trabalho abraça a dança contemporânea e as danças urbanas do Brasil, através de uma pesquisa que abre espaço para que os bailarinos transformem em imagens suas experiências e memórias.

Alice dirige dois grupos: REC e SUAVE.

Com a Cia. REC criou os espetáculos “Cornaca” (2009), “Katana” (coprodução Panorama Festival 2012), “Bô” (2015), a peça para crianças “Pé de vento cabeça no chão” (coprodução Panorama Festival 2015) e a performance “aCORdo” (2017).
Com a Cia. SUAVE criou os espetáculos “Suave” e “Cria”, unindo a dança contemporânea ao “passinho do funk”,  estilo de dança urbana do Rio de Janeiro.

Seus trabalhos já foram apresentados em diversos festivais no Brasil, como o Festival Panorama, Bienal SESC de Dança, Festival Dança Gamboa, Bienal de Dança do Ceará e Trisca Festival; e no exterior: Kampnagel - Internationales Sommerfestival, Zürcher Theater Spektakel, Noorderzon, Rencontres Chorégraphiques de Seine-Saint Denis; Projeto Brasil (em 4 cidades na Alemanha: HAU em Berlim, Hellerau em Dresden, Tanzhaus em Düsseldorf e Mousonturm em Frankfurt), Centre National de la Danse (Paris), Festival de la Cité (Lausanne), Norrlandsoperan (Umeå) e Kunstenfestivaldesarts (Bruxelas).

Alice realizou a direção de movimento de diversas peças do grupo teatral "Foguetes Maravilha"; e também trabalhou com os artistas Fernando Klipel, Camila Moura, Renato Linhares, Laura Samy, Dani Lima, João Saldanha, Ivan Sugahara, entre outros.


Tourplanning




Renato Mangolin
Foto: Renato Mangolin


Mídia
 



Em 2007 a coreógrafa Alice dava aulas dança em uma ONG para jovens da Chácara do Céu, uma favela carioca. Eles tinham cerca de 18 anos de idade, possuíam um grupo de Hip Hop e ficaram interessados pela dança contemporânea.  Durante o primeiro processo de criação a ONG finalizou a parceria, e o grupo decidiu continuar sozinho, sem patrocinadores ou apoios, ensaiando em uma antiga igreja na favela onde moravam. Alice mostrou o trabalho em processo para um dos curadores do Festival Panorama, e ele decidiu colocá-lo na programação.
Após essa estreia especial o grupo nunca parou de criar, raramente com algum suporte, mas sempre com muita força e paixão, durante todos esses anos, tornando-se referência no Brasil de uma companhia que elabora e recria a arte contemporânea. Composta pela diretora Alice Ripoll e pelos os intérpretes criadores Alan Ferreira, Leandro Coala, Tony Hewerton, Luiz LA e Rômulo Galvão, o grupo conta com três espetáculos de dança contemporânea, uma peça voltada para crianças e uma performance.




Espetáculos




















“Suave” é afirmação da fé profana, da insistência, do amor. O material de trabalho principal do grupo é aquela coisa que sempre esquecemos: estar vivo, ou a felicidade, derivam única e simplesmente da qualidade das relações humanas, dos encontros. Não tem horário, valor, cenário. Como já disse Clarice Lispector “não existem lugares, existem pessoas”. Todas as vezes em que viajamos, foram eles que fizeram o país existir. A qualidade desse encontro é  um tesouro. Meu trabalho aqui é farejar como um cão: onde há mais vida, onde é mais intenso, com dor ou não: é por alí que vamos. Assim surge o que apresentamos para vocês.

O grupo teve início em 2014 com a criação do espetáculo “Suave”, dirigido pela coreógrafa Alice Ripoll a convite da Associação Cultural Panorama com o projeto Entrando na Dança, em que jovens de regiões periféricas do Rio de Janeiro foram selecionados para trabalhar com coreógrafos atuantes na dança contemporânea.
Tendo como inspiração o passinho, novo estilo de dança urbana oriundo do funk carioca, o espetáculo Suave se destacou por sua energia única, a qualidade dos seus performers e o refinamento da estrutura criada pela coreógrafa.

O segundo espetáculo do grupo, “Cria” nasceu em 2017  inspirado na dancinha, estilo de dança derivado do passinho, e explora uma mistura de afeto e sensualidade através do entrelaçamento do funk com a dança contemporânea, e de uma potente pesquisa sonora.

A Cia. já circulou por diversos festivais e teatros como HAU - Hebbel Am Ufe, Tanzhaus NRW, Mousonturm, HELLERAU, CND - Centre National de la Danse, Festival de la Cité Lausanne, Hamburg Summer Festival, Zurich Theater Spektakel e Noorderzon Performing Arts Festival.




Espetáculos:
























Cia Rec



aCORdo
22 a 26 abr
Cincinnati (US)
Contemporary Arts Center

Lavagem
8 a 12 mai 
Brussel (BE)
Kunstenfestivaldesarts

Lavagem
15 e 16 mai
Basel (CH)
Kaserne

Lavagem
5 a 7 jun
Vienna (IT)
Wiener Festwochen

Lavagem
10 jun 
Lille (FR)
Latitudes Contemporaines

Lavagem
7 e 8 jul
Amsterdam (NL)
Julidans

Lavagem
11 e 12 jul
Lausanne (CH)
Festival de la Cité

aCORdo
15 a 16 jul
Barcelona (ES)
Grec Festival de Barcelona

Cia Suave



Cria
13 a 14 mar
Oslo (NO)
Black Box Teater

Cria
18 a 21 mar
Rennes (FR)
Théâtre National de Brétagne

Cria
24 mar
Saint-Quentin-en-Yvelines (FR)
Théâtre de Saint-Quentin-en-Yvelines

Cria
28 abr
Manchester (UK)
The Lowry

Cria
23 a 24 mai
Montreal (CA)
FTA





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